O encerramento do Quarto Fórum de Tiradentes, nesta quarta-feira, 28, foi marcado pela leitura da Carta de Tiradentes, documento que consolida as principais demandas do audiovisual brasileiro. A regulação das plataformas de vídeo sob demanda (VOD) foi apontada como a prioridade absoluta para garantir a sustentabilidade da produção nacional e a soberania cultural.
Durante quatro dias de debates na tradicional mostra mineira, profissionais e gestores públicos discutiram como o avanço das gigantes do streaming impacta o mercado interno. A coordenação do evento enfatizou que a regulação é essencial para proteger a propriedade intelectual das obras brasileiras e fortalecer o Fundo Setorial do Audiovisual, que financia novos projetos.
Um ponto de destaque no fórum foi a defesa das plataformas independentes brasileiras. Segundo os organizadores, essas ferramentas são fundamentais para a circulação de curtas-metragens e filmes que não encontram espaço nos catálogos globais. O documento propõe que políticas públicas, como a Lei Aldir Blanc, passem a apoiar essas plataformas como agentes de difusão.
Além do mercado de streaming, a Carta de Tiradentes reforça a necessidade de descentralizar recursos para regiões fora do eixo Rio-São Paulo e integrar o cinema ao sistema educacional. O documento agora será utilizado como instrumento de pressão política junto ao Congresso Nacional para acelerar a votação de projetos de lei que tratam do tema.











































