Após o período de neutralidade, o El Niño passa a ser uma possibilidade para o outono, inverno e primavera. Na Região Norte, o fenômeno pode reduzir as chuvas, prolongar a seca e elevar as temperaturas, ampliando o risco de ondas de calor e incêndios florestais em Rondônia.
O fenômeno climático La Niña chegou ao fim e, segundo especialistas da MetSul Meteorologia, falta apenas um anúncio oficial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) para a confirmação formal. De acordo com a renomada meteorologista da MetSul, Estael Sias, o comunicado deverá declarar de forma iminente o encerramento do sistema, abrindo caminho para um período de “neutralidade” nas águas do Oceano Pacífico equatorial.

Embora o fim da La Niña já seja praticamente dado como certo pelos meteorologistas, isso não significa que a chegada do “El Niño” ocorrerá de forma imediata. Historicamente, após a fase de neutralidade, há maior probabilidade de desenvolvimento do fenômeno, embora o intervalo entre um evento e outro possa ser curto ou prolongado.
A possível formação do El Niño é considerada provável e pode ocorrer ao longo do outono, inverno ou primavera. Modelos climáticos e oceânicos de longo prazo indicam a possibilidade de formação do evento ao longo do outono, inverno e primavera, o que pode favorecer episódios de calor acima da média em diversas regiões, principalmente na Região Norte. Após as condições impostas pelas mudanças climáticas associadas à destruição dos biomas pelo próprio homem, o fenômeno prejudica a floresta amazônica e a sua população. As ondas de calor são exaustivas.

Estudos baseados em múltiplos modelos climáticos e oceânicos de longo prazo indicam aquecimento gradual das águas superficiais do Pacífico, sinalizando a possível evolução para um evento El Niño nos próximos meses. Caso se consolide, o fenômeno pode provocar anomalias positivas de temperatura e calor extremo em diversas regiões do país, com redução das chuvas e prolongamento do período seco na Região Norte, irregularidade das precipitações e atraso do período chuvoso no Centro-Oeste, e aumento das chuvas e da frequência de eventos extremos na Região Sul.
A possível atuação do El Niño tende a provocar redução dos volumes de chuva, aumento do período seco e elevação das temperaturas médias, favorecendo a ocorrência de ondas de calor, estiagens mais prolongadas e maior risco de incêndios florestais em Rondônia. Para o estado, os impactos podem incluir queda nos níveis dos rios, prejuízos à agricultura e à pecuária, estresse hídrico, comprometimento da qualidade do ar devido à fumaça e maior pressão sobre os sistemas de saúde e abastecimento de água.





































