A rodovia BR-319, que conecta Porto Velho (RO) a Manaus (AM), enfrenta um cenário crítico de deterioração e abandono. Motoristas e caminhoneiros relatam que buracos profundos e extensos atoleiros tornaram diversos trechos da estrada praticamente intrafegáveis durante o período chuvoso.
A via é o único corredor terrestre que interliga o estado do Amazonas ao restante do sistema rodoviário brasileiro, sendo essencial para o escoamento de produção e o transporte de suprimentos básicos. A falta de manutenção recorrente tem isolado comunidades e encarecido o frete de mercadorias que chegam ao Norte do país.
Além dos prejuízos logísticos, a precariedade da infraestrutura coloca em risco a vida de quem se aventura pela rodovia. Relatos de veículos atolados por dias e danos mecânicos graves são constantes, afetando diretamente a economia de famílias que dependem do transporte para sobreviver.
A pavimentação do chamado “trecho do meio” da BR-319 permanece como um dos maiores desafios logísticos e ambientais da Amazônia. Enquanto as discussões sobre o licenciamento ambiental avançam lentamente, a população local sofre com as consequências diretas do descaso com a infraestrutura rodoviária federal.
Lideranças regionais e entidades de classe têm cobrado intervenções emergenciais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para garantir a trafegabilidade. O isolamento geográfico imposto pela má conservação da estrada reflete o baixo investimento histórico em integração física na região Norte brasileira.










































