O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, manifestou forte condenação à demolição da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA). A destruição do prédio, localizado em Jerusalém Oriental, foi determinada por autoridades israelenses e iniciada na última terça-feira, 20 de janeiro de 2026.
A nota oficial do Itamaraty ressalta que a medida fere o direito internacional humanitário e desrespeita pareceres da Corte Internacional de Justiça. O tribunal já havia decidido, em outubro de 2025, que Israel tem a obrigação de facilitar as operações da agência e que não possui jurisdição sobre aquele território, considerado ocupado.
A demolição ocorre após a aprovação de leis pelo parlamento israelense que autorizaram o corte de serviços essenciais, como água e eletricidade, além da expropriação de imóveis da ONU. Philippe Lazzarini, comissário-geral da UNRWA, classificou o episódio como um ataque sem precedentes contra as instalações protegidas das Nações Unidas.
Atualmente, o Brasil exerce a presidência da Comissão Consultiva da UNRWA e reafirmou seu apoio à continuidade dos serviços prestados pela entidade. A agência é responsável pela assistência básica a cerca de 6 milhões de refugiados palestinos espalhados pela Faixa de Gaza, Cisjordânia, Jordânia, Líbano e Síria.
A destruição da sede agrava a crise humanitária na região e isola ainda mais as agências internacionais que operam em áreas de conflito. O governo brasileiro reiterou que a manutenção das atividades da UNRWA é fundamental para a sobrevivência das populações vulneráveis e para a estabilidade do Oriente Médio.











































