Quase 300 mulheres vítimas de violência doméstica receberam acolhimento especializado em Porto Velho por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM Porto Velho). O equipamento é vinculado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) e atua com equipes multiprofissionais. De acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira (22/01/2026), o serviço é essencial diante dos elevados índices de violência de gênero registrados em Rondônia.
Segundo a diretora do CRAM , Elesandra Lopes, o atendimento funciona de forma integrada com a rede de proteção municipal. Em casos de risco iminente de morte, as vítimas são encaminhadas para a Casa Abrigo, onde recebem proteção sob sigilo e segurança. A orientação do prefeito Léo Moraes é fortalecer permanentemente as políticas públicas para garantir que as mulheres consigam romper o ciclo de violência.
Desafios no atendimento e autonomia financeira
Um dos maiores obstáculos enfrentados pelo CRAM é o alcance das moradoras de distritos e regiões ribeirinhas. Fatores geográficos e culturais muitas vezes dificultam a formalização de denúncias e o acesso à rede de apoio. Para combater isso, a unidade desenvolve campanhas de conscientização e busca promover a autonomia financeira das assistidas, ajudando-as a reorganizar suas vidas sem dependência do agressor.
Além do suporte psicossocial, o CRAM monitora a inserção das mulheres em programas de transferência de renda e capacitação. A intenção é que, ao conquistar independência econômica, a vítima tenha condições reais de manter sua segurança e a de seus filhos. Atualmente, o centro trabalha para ampliar sua capacidade de resposta e absorver a demanda crescente que chega à unidade.
Dados e estatísticas dos atendimentos realizados
Atualmente, o CRAM Porto Velho consolida os seguintes números de assistência:
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90 mulheres em acompanhamento ativo e regular;
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126 mulheres inseridas no Programa Mulher Protegida;
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75 mulheres aguardando início de acompanhamento devido à alta demanda.
O total de 291 atendimentos reforça a necessidade de expansão do quadro de profissionais especializados. A prefeitura reafirma o compromisso com a defesa dos direitos femininos e o enfrentamento direto ao feminicídio. Mulheres que necessitam de ajuda podem procurar a unidade para receber orientações sobre medidas protetivas e suporte jurídico inicial.











































