Rondônia registrou um aumento significativo na participação das classes sociais de maior renda entre 2022 e 2024. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a população nas classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos) passou de 70,44% para 79,54%, representando um crescimento de 9,1 pontos percentuais.
A mudança foi impulsionada principalmente pelo aumento da renda gerada pelo trabalho e pela integração de políticas públicas, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e programas de acesso à educação e ao crédito. Esses fatores contribuíram para que milhões de pessoas saíssem da pobreza e ascendessem socialmente.
Em nível nacional, o estudo aponta que 17,4 milhões de pessoas deixaram a pobreza e passaram a integrar as classes de maior renda, com um aumento de 8,44 pontos percentuais no mesmo período. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou a eficácia dessas ações. “A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou.
Os dados reforçam o impacto positivo das políticas sociais no estado, promovendo mobilidade social e melhoria na qualidade de vida da população rondoniense.










































