Os últimos 30 mil telefones de uso público, conhecidos popularmente como orelhões, serão retirados das ruas brasileiras até 31 de dezembro de 2028. A decisão acompanha o encerramento dos contratos de concessão de telefonia fixa, finalizados em dezembro de 2025, e marca o fim de um ciclo iniciado em 1972.
A rede de orelhões chegou a ter mais de 1,5 milhão de aparelhos espalhados pelo país, com o icônico design da arquiteta Chu Ming Silveira. Com a mudança do regime de concessão para autorização, as operadoras agora podem converter os antigos gastos de manutenção em investimentos para expansão da banda larga e da rede 4G.
Segundo a Anatel, cerca de 9 mil aparelhos ainda permanecerão ativos em locais onde não existe sinal de rede móvel. A maioria desses terminais está sob responsabilidade da Oi, enquanto empresas como Vivo, Claro e Algar devem concluir o desligamento de suas redes ainda este ano, restando apenas cerca de 2 mil unidades sob sua gestão.
A extinção dos terminais faz parte de um acordo onde as empresas se comprometem a investir em infraestrutura moderna. Os recursos serão destinados à implantação de fibra óptica, cabos submarinos e conectividade em escolas públicas, priorizando regiões que ainda sofrem com o isolamento digital.








































