A auditoria interna da Prefeitura de Porto Velho iniciada nos primeiros meses de 2025 deu origem à investigação policial que resultou na Operação Sutura, deflagrada na manhã desta sexta-feira (16). A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Porto Velho e Guajará-Mirim, dentro de apurações que envolvem o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (Ipam).
A investigação foi instaurada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), da Polícia Civil de Rondônia, após o Executivo Municipal encaminhar informações com suspeitas de fraudes em contratos ligados a serviços prestados pelo Ipam. Os atos sob apuração são atribuídos à gestão passada, conforme informado pela prefeitura.
Responsável por oferecer atendimento médico em modelo semelhante ao de um plano de saúde e por gerir a aposentadoria dos servidores municipais, o Ipam é considerado estratégico para o funcionamento do município. De acordo com a atual gestão, o instituto foi recebido com registros financeiros que indicariam possível mau uso de recursos públicos, com irregularidades supostamente ocorridas entre 2020 e 2024, podendo envolver, em tese, enriquecimento ilícito de agentes públicos.
Ao tomar conhecimento dos primeiros indícios apontados pela auditoria, o prefeito Léo Moraes determinou o encaminhamento imediato das informações às autoridades policiais, o que acelerou os procedimentos que fundamentaram o pedido de mandados e a posterior autorização do Poder Judiciário.
“Para vocês terem ideia, uma mulher, infelizmente, teria sido cobrada cinco vezes por uma cirurgia de retirada de útero. Caso esses crimes sejam confirmados, ficará evidente a crueldade cometida contra servidores que confiam suas vidas aos serviços do Ipam. É necessário que tudo seja esclarecido e os responsáveis punidos”, afirmou Léo Moraes.
A Prefeitura de Porto Velho informou que irá solicitar às autoridades policiais o detalhamento das informações obtidas a partir da análise do material apreendido. O objetivo é adotar medidas administrativas e legais cabíveis caso ainda existam resquícios dessas práticas no âmbito do poder público municipal.
A atual gestão também destacou que ações de auditoria e controle vêm sendo intensificadas ao longo de 2025 para fortalecer o Ipam, preservar recursos e ampliar serviços com transparência e responsabilidade.









































