O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma movimentação comercial de quase 3 bilhões de dólares com o Irã, consolidando o país como o quinto principal destino das exportações brasileiras no Oriente Médio. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as vendas para Teerã somaram 2,9 bilhões de dólares no último ano.
A relação comercial é sustentada principalmente pelo setor do agronegócio, com o milho e a soja representando 87,2% de tudo o que o Brasil envia ao país persa. Somente o milho gerou uma receita de 1,9 bilhão de dólares, superando as exportações brasileiras para mercados tradicionais como a Suíça e a Rússia no período.
O cenário econômico, no entanto, enfrenta novos desafios após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 25% sobre países que mantiverem relações comerciais com o Irã. A medida americana visa pressionar parceiros globais a reduzirem transações com o governo iraniano sob ameaça de taxas extras.
O governo brasileiro informou que aguarda a publicação oficial da ordem executiva da Casa Branca para avaliar os impactos reais no setor produtivo nacional. Atualmente, o Irã também fornece insumos importantes para o Brasil, como fertilizantes e adubos, que são essenciais para a manutenção da produtividade nas lavouras brasileiras.
Diplomaticamente, os dois países vinham buscando ampliar o intercâmbio técnico e reduzir custos logísticos com a criação de comitês agrícolas bilaterais. Desde 2023, o Irã integra o Brics, bloco do qual o Brasil é membro fundador, o que vinha facilitando as negociações entre as nações antes do recente acirramento das tensões com Washington.










































