A utilização de mão de obra reeducanda na produção de vassouras com material reciclável marcou um avanço nas políticas de sustentabilidade e ressocialização em Porto Velho. Em 2025, o governo de Rondônia produziu 500 vassouras a partir de garrafas PET, aliando preservação ambiental, qualificação profissional e reintegração social.
A iniciativa é resultado de um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e a Secretaria Municipal de Saneamento e Serviços Básicos (Semusb), com participação da Cooperativa de Trabalho Multidisciplinar de Desenvolvimento da Amazônia (Cootama). O projeto está em execução em unidades prisionais da capital.
Além do reaproveitamento de resíduos sólidos, a ação garante remição de pena por meio do trabalho e oferece formação profissional a pessoas privadas de liberdade, fortalecendo o papel social do sistema prisional.
Sustentabilidade e ressocialização no sistema prisional
A produção ocorre na Penitenciária Milton Soares de Carvalho e no Centro de Ressocialização Vale do Guaporé. O plano de trabalho prevê a coleta e transformação de garrafas PET em produtos de utilidade pública, reduzindo o descarte inadequado de resíduos e incentivando práticas sustentáveis.
Para o governador Marcos Rocha, o projeto demonstra a integração de políticas públicas. Segundo ele, a iniciativa transforma resíduos em oportunidades, promove dignidade humana e contribui para um futuro mais sustentável no estado.
Capacitação profissional com impacto social
Cada unidade prisional capacita, em média, 20 reeducandos. A formação inclui 40 horas de aulas teóricas e 200 horas de atividades práticas, realizadas quatro dias por semana. A Cootama é responsável pela capacitação, fornecimento de insumos, coordenação da produção e emissão dos certificados.
A Sejus disponibiliza o espaço físico e a mão de obra reeducanda, enquanto a Semusb fornece as garrafas PET e apoio operacional. A parceria também prevê a divulgação e comercialização das vassouras em eventos públicos da Prefeitura de Porto Velho.
Continuidade e novos multiplicadores
Após a conclusão dos cursos, novos reeducandos podem ser selecionados como multiplicadores, garantindo a continuidade da produção e das capacitações conforme a dinâmica das unidades prisionais.
O secretário da Sejus, Marcus Rito, destaca que o projeto reduz a ociosidade no sistema prisional e contribui para o resgate da cidadania. Segundo ele, a qualificação profissional cria condições reais de reintegração social e ajuda a diminuir a reincidência criminal, ampliando o impacto positivo da política pública.










































