Ah, o Natal… época de paz, família reunida, pernil suculento, velas perfumadas e… traição! Sim, porque nada diz “espírito natalino” como uma boa declaração sobre pessoas próximas que te apunhalam pelas costas em rede nacional. Michelle Bolsonaro nos brindou com essa delicadeza recentemente, em seu discurso de Natal.
Enquanto o restante da população sintoniza aquela musiquinha de Natal ou tenta digerir a rabanada caloricamente suspeita, Michelle resolveu elevar o nível do “clima natalino” para o de um drama shakespeariano com pernil, citando traições de pessoas “muito próximas”.
Ora, se tem algo que todo brasileiro quer ouvir na véspera de 25 de dezembro é uma narrativa de teia de intrigas familiares digna de novela das oito, não é mesmo? Porque se tem algo que aquece o coração no calor do Natal tropical… é fofoca política.
E convenhamos: falar de traição durante o período em que se celebra amor ao próximo, perdão e reconciliação tem um quê de coerência histórica, tipo dizer que o Grinch só roubou presentes porque ninguém pagou o IPTU.
O discurso não veio sozinho no trenó — junto com ele, claro, veio o pedido de oração pelo ex-presidente e menção a quem teria traído quem (porque nada aproxima mais que um espião de falcatruas no rolê, certo?).
Talvez o espírito natalino tenha sido interpretado aqui como aquele momento em que você percebe que o amigo íntimo comeu seu último pedaço de panetone na geladeira e ainda te olha nos olhos. Só que no nível Bolsonaro de intensidade: não é o panetone, é a república inteira.
Pensamento do dia:
Neste Natal, aprendemos que o verdadeiro espírito natalino não é sobre paz e amor… é sobre descobrir quem estava realmente torcendo pelo seu sucesso enquanto pegava o último pedaço de pernil. E talvez seja hora de rever a lista de “próximos”.







































