A prefeitura de Recife e o governo federal lançaram, nesta quarta-feira, 17, a primeira parceria público-privada (PPP) de habitação de locação social do país. O evento ocorreu na sede da B3, em São Paulo, e marca uma nova estratégia para enfrentar o déficit habitacional brasileiro, estimado em 5,9 milhões de moradias.
Batizado de Morar no Centro, o projeto inicial beneficiará 1.128 famílias na capital pernambucana. Das unidades previstas, 637 serão destinadas exclusivamente para locação e o restante para venda. O modelo deve ser expandido em breve para as cidades de Campo Grande, Maceió e Santo André.
Subsídios e gestão da iniciativa privada
O foco do programa são famílias com renda mensal entre 1.400 e 4.900 reais. A proposta estabelece que os gastos com aluguel e condomínio comprometam, no máximo, 25% da renda do beneficiário. Além disso, os imóveis deverão ser entregues com itens básicos, como geladeira e fogão.
O parceiro privado, selecionado via leilão, será responsável pela construção, reforma de prédios antigos (retrofit) e manutenção dos empreendimentos. O secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, destacou que a medida ajuda famílias que sofrem com o ônus excessivo do aluguel no mercado tradicional.
Revitalização urbana e cronograma do projeto
A PPP também tem como objetivo a revitalização da região central de Recife, transformando áreas degradadas em zonas residenciais com acesso a serviços públicos. A estruturação do projeto conta com o apoio da Caixa Econômica Federal e coordenação da Casa Civil da Presidência da República.
O edital da PPP Morar no Centro deve ser publicado no dia 3 de janeiro de 2026. Já o leilão para definir as empresas vencedoras está marcado para 24 de abril, na bolsa de valores de São Paulo. A iniciativa busca criar um modelo de longo prazo para a gestão condominial e social no setor habitacional.




































