No penúltimo dia do Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia (FICAR) 2ª Edição, a Escola Mariana se transformou em um verdadeiro cinema. Nesta quinta-feira (28), estudantes do ensino fundamental e médio assistiram a uma seleção de 12 animações brasileiras, incluindo duas produções locais, reforçando a proposta do festival: democratizar o acesso ao audiovisual e estimular a formação de um olhar crítico desde cedo.
O festival percorre desde o dia 25 escolas da rede pública em Rondônia, passando por Guajará-Mirim e Nova Mamoré, e segue até sexta-feira (29) em Porto Velho. Mais do que entretenimento, o FICAR busca aproximar crianças e adolescentes da linguagem cinematográfica e provocar reflexões sobre suas vivências por meio da arte.
A montagem da sala transformou o ambiente escolar em cinema: telão, projetor, cadeiras alinhadas e pipoca à disposição dos alunos. Com a sessão iniciada, a coordenadora do festival, Izadora Jemima, deu o comando: “Luz, câmera, ação!”.
Entre os destaques, o curta “Mãe”, da diretora Gordeeff (RJ), arrancou sorrisos e gritos da plateia, simulando um verdadeiro jogo de futebol. Para Miguel Tavares, de 11 anos, a experiência foi marcante: “Parecia que a gente estava no estádio. Teve olé, teve gol, e todo mundo comemorou. Foi o que eu mais gostei”.
A animação “Relacionamentos”, da mesma diretora, destacou diferentes formas de vínculo entre pessoas. Lucas Matheus comentou: “Gostei porque mostra que existem várias maneiras de se relacionar, as diferenças, as expectativas, e também como existe preconceito em cima disso. Fez pensar muito”.
O curta “Meu Nome é Maalum”, de Eduardo Lurnel (RJ), trouxe reflexões sobre ancestralidade e racismo. A aluna Vitória Emily disse: “Achei muito bonito porque fala da nossa origem e de como o preconceito pode machucar. Aprendi que a gente deve ter orgulho do nosso nome e da nossa história”.
O coordenador pedagógico da Escola Mariana destacou a importância da iniciativa: “Cinema e educação caminham juntos. Quando os alunos assistem a essas histórias, eles não apenas se divertem, mas também refletem e aprendem. Esse acesso é fundamental para transformar perspectivas e inspirar futuros profissionais da área audiovisual”.
A programação do festival encerra nesta sexta-feira (29) em Porto Velho, na Escola Estudo e Trabalho, com novas sessões de curtas, uma roda de conversa sobre a produção de animação na Amazônia com os cineastas Juraci Júnior e Édier William, além de uma homenagem ao mestre da animação brasileira, Marcos Magalhães.
O FICAR – Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia é realizado pela Associação Ambientalista Verde Vida, integra a 2ª edição do Edital nº 06/2024 – SEJUCEL/SIEC, com recursos da Lei Paulo Gustavo, e conta com o apoio do Governo do Estado de Rondônia, FEDEC, Ministério da Cultura e Governo Federal.