A Prefeitura de Espigão do Oeste publicou uma nova portaria no Diário Oficial dos Municípios de Rondônia que promete organizar a fila de espera para vagas em creches municipais. No entanto, a medida pode gerar polêmica entre os pais, pois os critérios estabelecidos devem deixar muitas crianças sem acesso à educação infantil por um longo período.
Segundo o documento oficial, as vagas serão distribuídas de acordo com prioridades específicas. Crianças com deficiência, filhos de mulheres vítimas de violência doméstica, aquelas cujas famílias participam do programa Auxílio Brasil, pertencentes a famílias monoparentais ou com mães economicamente ativas terão preferência. Já as demais famílias terão que aguardar sua vez de acordo com o tempo de inscrição.
O grande problema é que a nova regra pode aumentar o tempo de espera para quem não se encaixa nesses critérios. Outro ponto que causa apreensão é a exigência de documentação para comprovar os critérios de prioridade. Para algumas famílias, essa burocracia pode se tornar um obstáculo.
No entanto, especialistas apontam que, sem um aumento no número de vagas disponíveis, a medida pode apenas reorganizar a espera, sem resolver o verdadeiro problema. “O ideal seria expandir a oferta de creches para atender a demanda, em vez de apenas redistribuir a escassez”, afirma a pedagoga Mariana Souza.