Pneus abaixo de 1,6 mm podem gerar multa e retenção

Pressão semanal, verificação do TWI e inspeção da borracha ajudam o motorista a identificar reparo ou substituição.

Fonte: Sérgio Dias

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Pneus abaixo de 1,6 mm podem gerar multa e retenção

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Os motoristas devem verificar semanalmente a pressão e acompanhar a profundidade dos sulcos para reduzir riscos durante a condução. Os pneus são o ponto de contato do veículo com a pista e sua condição interfere na frenagem, na estabilidade e no escoamento da água em dias de chuva.

“A tecnologia embarcada é uma aliada, não uma substituta da manutenção. Enquanto o carro depende dos pneus para transmitir forças à pista, a segurança começa e termina no cuidado com eles”, afirma Fabio Torres Klabacher, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Brasil.

Recursos como controle de estabilidade, frenagem automática e sistema antitravamento dos freios dependem da aderência dos pneus. Quando o contato com o pavimento é reduzido, esses equipamentos encontram menos condições para controlar o comportamento do veículo.

A Resolução nº 913/2022 do Conselho Nacional de Trânsito estabelece 1,6 milímetro como profundidade mínima dos sulcos. Segundo a Dunlop, a aderência em piso molhado começa a diminuir quando essa medida chega a três milímetros, devido à redução da capacidade de escoar água.

Entre três e 1,6 milímetro, o pneu permanece dentro do limite regulamentar, mas o motorista deve reduzir a velocidade em pista molhada. Abaixo de 1,6 milímetro, a condição pode caracterizar mau estado de conservação e comprometer a segurança do veículo.

A infração é grave, com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e retenção do veículo até a regularização. A medida está relacionada ao artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro.

O desgaste pode ser acompanhado pelo TWI, indicador formado por elevações de borracha localizadas no fundo dos sulcos. Marcações com as letras TWI ou triângulos na lateral mostram onde os pontos de referência estão posicionados.

Quando a banda de rodagem fica nivelada com essas elevações, o pneu alcançou o limite de 1,6 milímetro. A verificação deve ser repetida nos sulcos internos, centrais e externos. Como o desgaste pode ser desigual, o menor valor precisa orientar a decisão de troca.

A pressão deve ser conferida com os pneus frios e conforme a especificação indicada pela fabricante do veículo. Essa informação pode estar no manual, na porta do motorista ou na tampa de abastecimento. O estepe também precisa ser calibrado.

Pregos, parafusos, cortes, rachaduras, bolhas e deformações exigem avaliação profissional. Vibrações no volante, desgaste irregular ou tendência de o veículo puxar para um dos lados também podem indicar a necessidade de alinhamento, balanceamento ou rodízio.

Tempo de uso e quilometragem não devem ser analisados isoladamente. Condições de armazenamento, conservação e sinais de ressecamento também interferem no estado dos pneus, mesmo quando o veículo circula pouco. A inspeção permite identificar problemas antes que eles afetem a resposta do automóvel.

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