Estados Unidos enfrentam pior surto de sarampo em três décadas e acendem alerta no Brasil

Alterações no calendário vacinal norte-americano e discursos antivacina impulsionam aumento de casos, pressionando a vigilância sanitária brasileira.

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Estados Unidos enfrentam pior surto de sarampo em três décadas e acendem alerta no Brasil
© Paulo Pinto/Agencia Brasil

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  • Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em 30 anos, com mais de 4.400 casos, 3 mortes e 98% dos infectados sem esquema vacinal completo.
  • Eder Gatti e especialistas da SBIm relacionam o avanço do surto a mudanças no calendário vacinal norte-americano e ao discurso negacionista, que reduziram imunizantes infantis de 17 para 11 e fracionaram a tríplice viral sem respaldo científico.
  • O Brasil, que mantém desde 2024 o certificado de área livre de circulação sustentada do sarampo, registra 61 casos importados e intensifica bloqueios vacinais, com altas coberturas da tríplice viral e milhões de doses extras em estados como São Paulo e Amazonas.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Mudanças recentes promovidas no calendário vacinal dos Estados Unidos ajudam a explicar por que o país enfrenta atualmente o pior surto de sarampo dos últimos 30 anos. De acordo com balanços epidemiológicos oficiais, mais de 4.400 casos já foram confirmados este ano em solo norte-americano, resultando em 3 mortes. Entre os pacientes infectados, 98% não apresentavam o esquema de imunização completo contra a doença.

A avaliação do diretor do PNI, Eder Gatti, aponta que o cenário nos Estados Unidos representa um retrocesso sério com potencial para ameaçar a segurança sanitária de todo o continente americano. Segundo o gestor, o avanço do discurso negacionista dentro da própria administração governamental tem fragilizado as coberturas vacinais de bloqueio que impedem a circulação e transmissão do vírus.

O aumento expressivo de contágios no exterior eleva a pressão sobre o Brasil, que contabilizou 61 casos da doença este ano, sendo a grande maioria importada. Apesar de manter o certificado de país livre do sarampo desde 2024, a manutenção do título exige esforço contínuo. Em 2016, o Brasil havia conquistado a certificação, mas perdeu o status em 2019 após a reintrodução do vírus na região Norte do país, que gerou um surto de 19.000 casos no estado de São Paulo.

No território brasileiro, os índices de vacinação com a tríplice viral vêm demonstrando recuperação consistente no calendário infantil. Em 2023, a cobertura da primeira dose alcançou 88%, subindo para 96% em 2024 e mantendo 95% em taxas preliminares deste ano. Já a segunda dose evoluiu de 66% em 2023 para 78% em 2024, atingindo 80% no ciclo atual, segundo dados do Ministério da Saúde.

A perda de confiança nas vacinas foi acentuada após determinação do governo norte-americano de reduzir de 17 para 11 os imunizantes recomendados na infância, além de ordenar o fracionamento da vacina tríplice viral em três aplicações separadas. Especialistas da SBIm alertam que a medida não possui respaldo científico e reacende mitos sobre imunizantes, afetando inclusive a adesão a outras vacinas importantes, como a contra a hepatite B.

Para conter os riscos de reintrodução sustentada do sarampo, autoridades de saúde têm intensificado o bloqueio vacinal e o monitoramento de contatos em diversos estados brasileiros. Somente em São Paulo, cerca de 4 milhões de doses extras foram aplicadas para conter a disseminação, enquanto no Amazonas mais de 192.000 doses foram distribuídas para proteger populações vulneráveis.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quantos casos de sarampo foram registrados nos Estados Unidos este ano?

Os Estados Unidos confirmaram mais de 4.400 casos da doença e 3 mortes, com 98% dos infectados sem a vacinação completa.

Qual é a situação epidemiológica do sarampo no Brasil atualmente?
O Brasil registra 61 casos importados este ano e mantém o certificado de área livre de circulação sustentada da doença desde 2024.

Quais foram as taxas de vacinação da tríplice viral no Brasil nos últimos anos?
A primeira dose atingiu 88% em 2023, 96% em 2024 e registra 95% atualmente. A segunda dose passou de 66% para 78% em 2024 e soma 80% este ano.

Quantas doses extras de vacina foram aplicadas nas ações de bloqueio em São Paulo e Amazonas?
O estado de São Paulo aplicou cerca de 4 milhões de doses adicionais, enquanto o Amazonas realizou a aplicação de 192.000 doses.

 

Com informações de Tâmara Freire – Repórter da Agência Brasil

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