Grupo de 25 estados dos EUA contestam tarifas de Trump

Ação judicial no Tribunal de Comércio Internacional contesta taxa imposta a sessenta parceiros sob o argumento de uso indevido da lei e excesso de poder executivo.

Publicado em

Grupo de 25 estados dos EUA contestam tarifas de Trump
© MIKE BLAKE

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News
  • Vinte e cinco estados norte-americanos governados por democratas processaram o governo Donald Trump no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Nova York, contra a nova rodada de tarifas sobre produtos de sessenta parceiros comerciais.
  • As tarifas de 10% e 12,5%, implementadas em 24 de julho contra países como Brasil e membros da União Europeia, foram justificadas pela Casa Branca como combate à exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
  • Os estados e pequenas empresas alegam que o uso amplo da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 excede a autoridade legal do presidente, reimpõe tarifas já consideradas ilegais e afeta mais de 99% das importações, gerando incerteza econômica.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um grupo composto por vinte e cinco estados norte-americanos governados por democratas ajuizou uma ação na última segunda-feira contra o governo do presidente Donald Trump, argumentando que a mais recente rodada de tarifas aplicada sobre produtos de sessenta parceiros comerciais excede a autoridade legal do Executivo para tributar importações. O processo tramita no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, localizado em Nova York, e acompanha contestações prévias movidas por pequenas empresas contra as taxas comerciais que entraram em vigor no mês anterior.

A medida governamental questionada foi implementada em vinte e quatro de julho, quando o Executivo estabeleceu taxas de dez por cento e de doze vírgula cinco por cento sobre nações parceiras, incluindo o Brasil e a União Europeia, sob o argumento de combate à exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A coalizão estadual, que conta com a participação de estados como Oregon e Nova York, sustenta que o combate a tais práticas serve como pretexto para reimpor taxações abrangentes que já haviam sido anuladas pelo Poder Judiciário.

Escalada de conflitos comerciais e decisões judiciais

A política tarifária tem sido o eixo central da atuação internacional de Donald Trump, gerando embates sucessivos com o sistema de justiça norte-americano. Em vinte de fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos determinou a ilegalidade das tarifas mais amplas impostas por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, concluindo que o dispositivo não confere ao presidente prerrogativa para tributar nações de forma unilateral. Mesmo diante dos reveses jurídicos, o governo buscou alternativas legais para manter o protecionismo comercial.

As novas tarifas globais foram fundamentadas na Seção 301 da Lei de Comércio de mil novecentos e setenta e quatro, instrumento tradicionalmente voltado a sanções contra práticas comerciais desleais de setores ou países específicos. Contudo, os procuradores-gerais estaduais e as pequenas empresas argumentam que a imposição generalizada que atinge mais de noventa e nove por cento das importações carece de precedentes históricos e de respaldo legal adequado para uma aplicação tão ampla, aprofundando o cenário de incerteza econômica para o comércio local.

Perguntas Frequentes

Qual tribunal recebeu a ação judicial movida pelos vinte e cinco estados democratas contra o governo?

O processo foi protocolado no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, situado em Nova York.

Qual foi a justificativa oficial utilizada pela administração federal para impor a nova rodada de tarifas?

O governo alegou que os parceiros comerciais não estariam combatendo de forma suficiente a exportação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Quais são os principais argumentos jurídicos apresentados pelos estados contra a medida econômica?

Os estados sustentam que o uso da Seção 301 de forma abrangente excede a autoridade legal do presidente e serve como pretexto para reimpor taxas consideradas ilegais.

 

Com informações de Dietrich Knauth – repórter da Reuters

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS