O balanço de vítimas do acidente com o avião militar Hércules C-130 na Colômbia subiu para 66 mortos, conforme atualização das autoridades locais nesta terça-feira (24). A aeronave, que transportava 128 pessoas incluindo 115 militares do Exército, 11 membros da Força Aérea e dois policiais, caiu logo após a decolagem em Puerto Leguízamo, na fronteira com o Peru. Equipes de resgate ainda buscam por quatro pessoas desaparecidas na área remota de difícil acesso.
De acordo com relatos do Corpo de Bombeiros, acredita-se que a aeronave tenha sofrido um impacto próximo ao final da pista, atingindo uma árvore com uma das asas. O choque provocou um incêndio imediato e a detonação de dispositivos que estavam a bordo. Moradores da região foram os primeiros a prestar socorro, transportando sobreviventes em motocicletas até a chegada das equipes médicas. Atualmente, 57 sobreviventes estão hospitalizados, sendo que 30 permanecem em estado estável em clínicas militares.
Crise na Modernização e Histórico da Frota
O desastre, considerado um dos mais catastróficos da aviação militar colombiana, gerou fortes críticas do presidente Gustavo Petro. Em suas redes sociais, o mandatário atacou entraves burocráticos que atrasam a modernização das Forças Armadas, afirmando que a vida dos jovens militares está em jogo e que responsáveis pela lentidão administrativa devem ser removidos. A Lockheed Martin, fabricante norte-americana do modelo, manifestou condolências e se comprometeu a auxiliar nas investigações.
A Colômbia opera modelos Hércules C-130 desde o final da década de 1960, tendo recebido unidades excedentes e modernizadas dos Estados Unidos nos últimos anos. Este acidente ocorre menos de um mês após a queda de outra aeronave do mesmo modelo na Bolívia, que deixou mais de 20 mortos. A perícia técnica agora busca identificar se houve falha mecânica, erro humano ou se as condições da pista na selva amazônica contribuíram para a tragédia.








































