A prisão do narcotraficante uruguaio Sebastián Enrique Marset Cabrera desencadeia ameaças de grupos criminosos, leva o governo boliviano a reforçar a segurança em Santa Cruz e acende alerta para possíveis ações violentas no país andino.
A captura do narcotraficante Sebastián Enrique Marset Cabrera intensificou o clima de tensão na Bolívia, especialmente no departamento de Santa Cruz. Diante de ameaças atribuídas a integrantes do cartel liderado por Marset, o governo determinou o reforço do aparato policial, sobretudo na cidade de Santa Cruz de la Sierra, considerada epicentro das operações criminosas.
Segundo o jornalista Diego Sias, do portal El Deber, o silêncio após a prisão teria motivado aliados do narcotraficante a ameaçarem confrontos com o objetivo de desestabilizar a ordem pública. O ministro do Governo, Marco Antonio Oviedo, não descarta a possibilidade de atentados e classifica o momento como “delicado”.

Aos 34 anos, Marset figurava entre os criminosos mais procurados do mundo até ser capturado em uma operação conduzida pelas autoridades bolivianas. O governo nega a participação da Drug Enforcement Administration (DEA), rechaçando informações divulgadas por parte da imprensa. Após a prisão, ele foi transferido de avião para os Estados Unidos.
Durante a ofensiva, agentes da Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico (FELCN) prenderam sete estrangeiros em El Naranjal; cinco colombianos e dois equatorianos. Os homens são apontados como integrantes da equipe de segurança do traficante. Com eles, foram apreendidas armas de grosso calibre e uniformes militares.
De acordo com o governo, a operação foi conduzida com “absoluta discrição” e teve início dias antes da captura, realizada em uma casa de luxo no bairro Las Palmas. A partir de Santa Cruz, Marset coordenava suas atividades ilícitas, que se estendiam por países como Paraguai, Uruguai e Argentina, além de atuação na Europa.

O ministro ainda afirmou que o narcotraficante teria se beneficiado de conivência institucional. Segundo ele, a Bolívia se consolidou como centro de operações do grupo criminoso. “A base de operações de Marset era a Bolívia porque ele encontrou impunidade e proteção no governo anterior”, declarou Oviedo na coletiva.
Um ponto relevante destacado pelo ministro do Governo diz respeito à operação que resultou na prisão de Sebastián Enrique Marset Cabrera. Segundo ele, embora o criminoso contasse com forte esquema de segurança em uma residência próxima, estava sozinho no imóvel onde foi capturado na madrugada de sexta-feira (13).
Após a prisão, Marset foi entregue à Drug Enforcement Administration (DEA) e transferido para os Estados Unidos, onde deverá ser julgado. O ministro admitiu que a Bolívia não possuía estrutura adequada para mantê-lo sob custódia com segurança, diante do risco de uma possível ação de resgate por parte de seus comparsas. “Ele foi expulso imediatamente, e isso precisa ser reconhecido, porque nosso sistema prisional é muito frágil; ou seja, se Marset tivesse sido detido em unidades como Palmasola, El Abra ou Chonchocoro, muitos assassinatos e crimes poderiam ter ocorrido”, afirmou o ministro.

Com informações de El Deber.







































