Mesmo sob o impacto de ataques aéreos, milhares de iranianos foram às ruas nesta sexta-feira (13) para a Marcha Internacional do Dia de Al-Quds (Jerusalém). O evento, que ocorre anualmente desde a Revolução Islâmica de 1979 no último dia do Ramadã, adquiriu contornos dramáticos em 2026 devido ao conflito direto entre Irã, Israel e Estados Unidos.
Durante as mobilizações em Teerã, fortes explosões foram registradas. Segundo a rede Al Jazeera, um ataque aéreo atingiu uma área a poucos metros de uma concentração de manifestantes. As forças de defesa de Israel confirmaram o bombardeio de mais de 200 alvos em regiões centrais e oeste do Irã nas últimas 24 horas. Na capital, a mídia estatal confirmou a morte de pelo menos uma pessoa atingida por estilhaços de bomba.
Presença de Autoridades e Simbolismo
Apesar do risco iminente, o alto escalão do governo iraniano marcou presença nos atos. Foram registrados caminhando entre a multidão:
Masoud Pezeshkian: Presidente do Irã, que convocou a população a “frustrar os inimigos do país”.
Abbas Araghchi: Ministro das Relações Exteriores.
Ali Larijani: Chefe do Conselho Nacional de Segurança Nacional.
Imagens divulgadas mostram manifestantes carregando bandeiras da Palestina e do Irã, além de retratos do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei. Em vídeos que circulam internacionalmente, é possível ver colunas de fumaça subindo sobre Teerã enquanto a multidão entoa gritos religiosos e de resistência.
Balanço da Guerra
O Ministério da Saúde do Irã divulgou um balanço atualizado das perdas humanas desde o início das hostilidades há duas semanas:
Mortos: Mais de 1,3 mil pessoas.
Feridos: Mais de 10 mil cidadãos.
O Dia de Al-Quds foi instituído pelo Aiatolá Khomeini para simbolizar a solidariedade muçulmana à soberania de Jerusalém e ao povo palestino. Atualmente, o apoio do Irã a grupos como Hamas e Jihad Islâmica é citado por Israel e pelos EUA como uma das principais justificativas para a ofensiva militar contra o território persa.






































