O aiatolá Mojtaba Khamenei, recém-eleito Líder Supremo do Irã, realizou nesta quinta-feira (12) seu primeiro pronunciamento oficial após assumir o posto máximo da República Islâmica. Em tom desafiador, ele prometeu vingança pelo “sangue dos mártires” assassinados por Israel e pelos Estados Unidos, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei, morto em um bombardeio no final de fevereiro. Mojtaba, que teria ficado ferido no mesmo ataque, enfatizou que a retaliação será uma busca incessante por cada cidadão iraniano vitimado no conflito.
Uma das declarações mais impactantes foi a confirmação de que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, o bloqueio tem causado instabilidade severa nos mercados globais, forçando potências a liberarem estoques de emergência para conter a crise energética. O novo líder classificou a interrupção da rota marítima como uma “alavanca necessária” de defesa e contra-ataque econômico frente à ofensiva liderada por Washington e Tel Aviv.
Isolamento diplomático e tensões regionais
O discurso de Mojtaba ocorre um dia após o Conselho de Segurança da ONU aprovar uma resolução exigindo que Teerã interrompa os ataques a países vizinhos como Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes. Com abstenções de China e Rússia, o texto condena as ofensivas iranianas que atingem bases militares estrangeiras em solo árabe. Mojtaba rebateu a pressão internacional, aconselhando os vizinhos a fecharem as bases dos EUA “o mais rápido possível” para evitarem se tornar alvos colaterais das retaliações.
Além das ameaças militares, o Líder Supremo reafirmou que o apoio ao Eixo da Resistência — que inclui grupos como Hamas e Hezbollah — é um princípio inegociável da Revolução Islâmica. Ele também sugeriu que o Irã poderá confiscar bens de países adversários como forma de indenização pelos prejuízos causados pela guerra. Enquanto o mundo observa com cautela a ascensão do filho de Ali Khamenei, o preço do petróleo segue sob pressão, refletindo o temor de uma escalada ainda maior no Oriente Médio.









































