O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de tensão nesta quarta-feira (11), com disparos iranianos contra Israel e alvos estratégicos em diversos países. Apesar da ofensiva aérea coordenada por Estados Unidos e Israel ser descrita como a mais intensa até o momento, Teerã demonstrou fôlego militar ao atingir pelo menos três navios no Golfo, elevando para 14 o número de embarcações mercantes danificadas desde o início das hostilidades.
O cenário de guerra já provoca a pior crise energética global desde a década de 1970. Com o Estreito de Ormuz bloqueado, cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo permanece retido, gerando instabilidade nos mercados. Embora investidores apostem em uma solução diplomática liderada por Donald Trump, a realidade no terreno é de escalada: o Irã anunciou que passará a atacar instituições bancárias norte-americanas e israelenses em resposta aos bombardeios contra suas próprias agências financeiras.
No âmbito das lideranças, crescem as incertezas sobre o estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Fontes de inteligência de Israel acreditam que ele foi ferido no ataque que vitimou sua família no início do conflito. A televisão estatal iraniana referiu-se a ele como veterano ferido, e sua ausência pública desde a nomeação alimenta especulações sobre a estabilidade do comando em Teerã em meio à chuva negra de fumaça de petróleo que atinge a capital.
Os ataques desta madrugada alcançaram bases dos Estados Unidos no Iraque e o quartel-general naval no Bahrein, além de provocarem feridos em Dubai com a queda de drones próximos ao aeroporto internacional. Enquanto civis fogem para áreas rurais e militares contabilizam os danos em navios de bandeiras japonesa e tailandesa, a guerra de desgaste parece longe de um cessar-fogo, desafiando a hegemonia de segurança regional.










































