O Papa Leão XIV pediu, neste domingo (1º), o fim da escalada militar no Oriente Médio e defendeu a retomada do diálogo diante do novo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Em declaração oficial, o pontífice alertou para o risco de uma tragédia de grandes proporções e fez um apelo direto às lideranças envolvidas. “Perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, dirijo às partes envolvidas um veemente apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável”, afirmou.
Os bombardeios ao Irã deixaram centenas de mortos e feridos, entre civis e autoridades. Entre as vítimas confirmadas estão o secretário do Conselho de Defesa iraniano, contra-almirante Ali Shamkhani, o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour, e o líder supremo Ali Khamenei, morto no sábado (28), segundo a mídia oficial do país.
O papa reforçou que a paz não será alcançada por meio de ameaças ou armas, destacando que a estabilidade depende de diálogo e responsabilidade política. “A estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”, declarou.
Leão XIV também defendeu que a diplomacia retome protagonismo e que o bem-estar das populações seja colocado acima de disputas geopolíticas, lembrando que os povos da região anseiam por convivência pacífica baseada na justiça.
Além do apelo internacional, o pontífice manifestou solidariedade ao Brasil, especialmente às vítimas das fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais. Em mensagem publicada na rede social X, ele afirmou estar próximo das famílias atingidas pelas inundações.
“Estou próximo da população do estado brasileiro de Minas Gerais, atingida por violentas inundações. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam as suas casas e por todos aqueles que estão a trabalhar nas operações de socorro”, escreveu.
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, o número de mortos chegou a 72, sendo 65 em Juiz de Fora e sete em Ubá. Em Ubá, uma pessoa segue desaparecida.
O posicionamento do papa ocorre em um momento de forte tensão internacional e de luto em diferentes regiões, reforçando o apelo da Igreja Católica por paz, responsabilidade e solidariedade diante de crises humanitárias.









































