Os bombardeios no Oriente Médio continuaram neste domingo (1º), em meio à escalada militar após a morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou o lançamento de uma nova ofensiva contra Israel e bases dos Estados Unidos na região.
Em comunicado, a IRGC afirmou que “as Forças Armadas darão uma vingança diferente e decisiva” e declarou ter executado a sexta onda da chamada Operação Verdadeira Promessa 4, com ataques de mísseis e drones contra “territórios ocupados” e instalações militares americanas no Oriente Médio.
Segundo as forças iranianas, os alvos incluíram o quartel-general do Exército israelense em Hakirya, em Tel Aviv, um complexo industrial de defesa na mesma cidade e uma base aérea na capital israelense.
Após o anúncio, o Exército de Israel orientou a população a permanecer em locais seguros até novo aviso, sem divulgar detalhes adicionais sobre os impactos.
Do Catar, o Ministério da Defesa informou ter interceptado aproximadamente 18 mísseis que tinham como alvo diferentes áreas do país, classificando a operação como bem-sucedida.
Ainda neste domingo, Israel declarou ter lançado uma ampla onda de ataques no centro de Teerã e afirmou buscar superioridade aérea sobre a capital iraniana. Segundo autoridades israelenses, a maioria dos sistemas de defesa aérea no oeste e centro do Irã teria sido desmantelada ao longo do dia.
A ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel no sábado (28) já deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos, conforme balanços divulgados. A morte de Khamenei foi confirmada pela mídia estatal iraniana na noite de sábado, no horário de Brasília.
Nas primeiras horas após o anúncio, milhares de pessoas foram às ruas em diferentes cidades iranianas para protestar contra o assassinato do líder religioso e político.
Também neste domingo foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. O conselho é composto pelo presidente Masoud Pezeshkian, pelo chefe do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie, e pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, segundo informou a imprensa estatal.
A escalada militar aumenta os temores de instabilidade regional e amplia a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito de maiores proporções no Oriente Médio.









































