O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teria morrido neste sábado (28) após um bombardeio conjunto realizado por forças dos Estados Unidos e de Israel, segundo declaração do presidente norte-americano Donald Trump. A informação, divulgada nas redes sociais do republicano, ainda não foi confirmada oficialmente por Teerã. Um porta-voz iraniano afirmou à imprensa americana que o aiatolá está “bem e seguro”.
Trump declarou que Khamenei “não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados” operados em parceria com Israel. Segundo ele, a operação marcou “um momento decisivo” para o Oriente Médio e os ataques continuarão “pelo tempo que for necessário” para alcançar o que classificou como paz na região.

Pouco antes, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que o líder iraniano havia sido morto após a destruição de um complexo que seria utilizado por ele.
Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação independente da morte do aiatolá.
Conflitos externos e tensões com o Ocidente
Sob sua liderança, o Irã manteve posição de enfrentamento aos Estados Unidos e se recusou a reconhecer o Estado de Israel. O país passou a apoiar grupos considerados extremistas pelo Ocidente, como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza.
O programa nuclear iraniano também foi alvo de intensas sanções econômicas impostas por potências ocidentais, afetando a economia do país. A inflação disparou, o desemprego aumentou e a exportação de petróleo sofreu restrições severas.
Nos últimos anos, a tensão regional se intensificou com ataques diretos e indiretos envolvendo Israel, milícias apoiadas por Teerã e forças americanas no Oriente Médio.
Repressão interna e crises sociais
Internamente, o governo de Khamenei enfrentou diversas ondas de protestos. Em 2009, a chamada “Onda Verde” contestou o resultado eleitoral que manteve o conservador Mahmoud Ahmadinejad no poder. Em 2019, manifestações contra o aumento dos combustíveis foram reprimidas com violência.
Em 2022, a morte da jovem Mahsa Amini sob custódia da polícia moral iraniana desencadeou protestos nacionais. Mulheres retirando o hijab e cortando o cabelo em público tornaram-se símbolos da resistência. A resposta do regime incluiu prisões, mortes e censura à internet.
A popularidade do governo vinha sendo afetada por dificuldades econômicas e isolamento internacional.
Cenário de incerteza
Caso a morte de Khamenei seja confirmada, o Irã entrará em um dos momentos mais delicados de sua história recente. O líder supremo é escolhido por um conselho religioso e sua sucessão pode abrir disputas internas entre alas conservadoras e setores militares, especialmente ligados à Guarda Revolucionária.
Trump afirmou que integrantes das forças iranianas estariam buscando imunidade e que este seria “o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país”. O governo iraniano, porém, classificou as declarações como falsas e parte de uma guerra psicológica.
O mundo agora acompanha com atenção os desdobramentos. A possível morte de um líder que comandou o Irã por quase 40 anos pode redefinir o equilíbrio de forças no Oriente Médio e elevar ainda mais o risco de confrontos diretos entre potências globais.









































