A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, presidirá uma sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas na próxima segunda-feira, 2 de março. O anúncio, feito pela Casa Branca, marca o início da presidência rotativa mensal dos EUA no órgão. Esta será a primeira vez na história que uma primeira-dama norte-americana conduzirá os trabalhos do conselho de 15 membros, sinalizando um novo papel diplomático para a esposa de Donald Trump neste mandato.
De acordo com o comunicado oficial de seu gabinete, Melania pretende centrar o debate na educação como ferramenta fundamental para promover a tolerância e a estabilidade mundial. A iniciativa ocorre em um momento de transição na política externa dos EUA, que busca redefinir sua relação com as instituições multilaterais. A presença da primeira-dama na ONU é vista como um esforço de “soft power” para suavizar as críticas históricas da administração Trump à eficácia da organização.
O “Conselho da Paz” e a reforma da ONU
O presidente Donald Trump, conhecido por suas críticas severas à ineficácia das Nações Unidas, adotou recentemente um tom mais conciliador. Ele apresentou o chamado “Conselho da Paz”, uma iniciativa que visa supervisionar e reformar a ONU. Embora muitos líderes globais demonstrem ceticismo — temendo que o novo conselho tente substituir o papel da organização internacional —, Trump afirmou que o objetivo é fortalecer financeiramente o órgão e garantir sua viabilidade a longo prazo.
Diplomacia em foco
A escolha de Melania para presidir a reunião é interpretada por analistas como uma tentativa de humanizar as pautas de segurança internacional, trazendo temas como o desenvolvimento infantil e o acesso ao ensino para o centro da agenda de paz. O governo norte-americano garantiu que o movimento faz parte de um plano mais amplo para assegurar que a ONU “funcione adequadamente” sob a supervisão das novas diretrizes de Washington, unindo ajuda financeira a exigências de resultados concretos.








































