O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado, 21, que elevará a nova tarifa global sobre importações de 10% para 15%. A decisão ocorre menos de 24 horas após a Suprema Corte dos EUA ter derrubado o programa tarifário original do governo, alegando que o presidente excedeu sua autoridade ao usar leis de emergência econômica (IEEPA) sem o aval do Congresso.
Irritado com a decisão de 6 a 3 dos magistrados, Trump classificou o veredito como “anti-americano” e “ridículo”. Como resposta imediata, o republicano invocou a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, um dispositivo que permite ao Executivo impor taxas de até 15% por um período máximo de 150 dias para lidar com desequilíbrios na balança de pagamentos.
A nova alíquota de 15% deve entrar em vigor a partir da meia-noite da próxima terça-feira, 24, coincidindo com o dia do discurso do Estado da União. Diferente das taxas derrubadas pela justiça, que eram por tempo indeterminado, esta medida temporária serve como uma “ponte” enquanto a Casa Branca prepara novos decretos baseados em outras legislações, como as Seções 232 (segurança nacional) e 301.
A medida gerou reações imediatas no mercado financeiro e entre líderes globais. O chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente francês Emmanuel Macron criticaram a incerteza gerada pela decisão unilateral. Analistas econômicos estimam que, se mantida a longo prazo, a tarifa de 15% poderá custar às famílias americanas uma média de US$ 1.315 anuais devido ao aumento nos preços de bens de consumo.
Algumas exceções foram mantidas, como minerais críticos, produtos farmacêuticos e bens que respeitem as regras do USMCA (o acordo comercial com Canadá e México). No entanto, para países como o Brasil, a nova taxa de 15% sobre produtos manufaturados representa um desafio adicional para a competitividade das exportações no mercado norte-americano.










































