Milhares de pessoas participaram nesta terça-feira de uma grande mobilização em Caracas em defesa da libertação de Nicolás Maduro. O ato marcou um mês desde a prisão do ex-presidente venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma incursão militar norte-americana no país.
A manifestação, batizada de Grande Marcha, foi organizada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela e reuniu militantes, integrantes da milícia bolivariana e simpatizantes do governo. Os participantes caminharam por avenidas centrais da capital com cartazes, camisetas e bandeiras pedindo o retorno do casal à Venezuela.
Durante o protesto, bonecos e imagens de Maduro representado como o personagem Super Bigode foram exibidos como símbolo de resistência política. Frases com críticas diretas aos Estados Unidos e denúncias de sequestro também marcaram o tom dos discursos e das faixas levadas pelos manifestantes.
Nicolás Maduro Guerra, deputado e filho do ex-presidente, discursou para a multidão e reforçou o discurso anti-imperialista. Segundo ele, o movimento busca defender a soberania do país e o direito dos venezuelanos de decidir seu próprio modelo político, econômico e social, sem interferência externa.
De acordo com informações divulgadas por autoridades venezuelanas, Maduro e Cilia Flores seguem detidos em uma prisão federal nos Estados Unidos desde a operação militar realizada no início de janeiro. O governo da Venezuela classifica a ação como ilegal e afirma que continuará mobilizando apoio interno e internacional para exigir a libertação do casal.
O protesto em Caracas reforça o clima de tensão diplomática entre Venezuela e Estados Unidos e evidencia o impacto político e social da prisão do ex-presidente, que segue mobilizando sua base de apoio mesmo fora do poder.










































