A crise no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quinta-feira (29), com a intensificação das trocas de ameaças entre Washington e Teerã. Os Estados Unidos posicionaram o porta-aviões Abraham Lincoln na região, enquanto o presidente Donald Trump alertou que o prazo para um acordo nuclear está chegando ao fim.
O governo iraniano respondeu com o anúncio de exercícios militares no estratégico estreito de Ormuz. A rota é vital para a economia global, sendo o caminho de aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido no mundo, o que já provocou uma alta imediata no valor do barril no mercado internacional.
Risco ao abastecimento e impacto econômico
Analistas apontam que um eventual bloqueio no estreito de Ormuz seria uma retaliação direta aos bombardeios sofridos pelo Irã em junho de 2025. A incerteza sobre a estabilidade da região, que abriga os maiores produtores da Opep, já elevou o preço da commodity em cerca de quatro dólares por barril.
A Casa Branca não descarta novos ataques direcionados se o regime persa não ceder às pressões diplomáticas. Por outro lado, Teerã nega qualquer abertura para negociações com enviados americanos e ameaça atingir bases dos Estados Unidos situadas em países vizinhos, como Catar e Barein.
Crise interna e sanções europeias
A pressão externa sobre o Irã coincide com um cenário de forte instabilidade doméstica. Protestos populares contra o regime teocrático, motivados pelo alto custo de vida e falta de liberdade, já resultaram em milhares de mortes e prisões, segundo entidades de defesa dos direitos humanos.
O governo local atribui as manifestações à interferência estrangeira e mantém uma repressão severa, incluindo bloqueios de comunicação. Em resposta à violência estatal, a União Europeia aprovou novas sanções nesta semana e classificou a Guarda Revolucionária Iraniana como uma organização terrorista.










































