O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, solicitou formalmente o apoio da Guarda Nacional do Minnesota para auxiliar a polícia local no controle da ordem pública. A medida é uma resposta direta à escalada de violência e às manifestações desencadeadas pela morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos baleado por agentes federais no último sábado.
A administração municipal justificou a convocação alegando que os recursos de segurança da cidade estão esgotados devido à “invasão” de milhares de agentes de imigração do Departamento de Segurança Interna (DHS). O foco inicial do patrulhamento será a região da Rua 26 e da Avenida Nicollet, local onde ocorreu o homicídio de Pretti.
Para evitar confusão com os agentes federais, os membros da Guarda Nacional utilizarão coletes refletores néon. A prefeitura enfatizou que a operação é estritamente local, sem coordenação com o governo federal, e inclui o estabelecimento de perímetros de restrição de tráfego e a remoção de materiais que possam ser usados em barricadas.
Autoridades locais e estaduais demonstraram profunda indignação com a conduta das forças federais enviadas pela gestão Trump. O prefeito Frey exigiu a retirada imediata dos agentes, afirmando que a presença federal está dividindo a nação e degradando a segurança pública. O chefe de polícia, Brian O’Hara, reforçou o pedido por calma, mas exigiu integridade dos agentes externos.
O clima em Minneapolis é de terror psicológico, segundo Rachel Sayre, diretora de Gestão de Emergências. A tensão acumulada desde a morte de Renee Good, em 7 de janeiro, somada a detenções arbitrárias de crianças e cidadãos em suas residências, criou um impacto que, segundo especialistas, deixará cicatrizes geracionais na comunidade.











































