A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, dissolveu a Câmara dos Representantes nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026. A decisão marca o início de uma campanha eleitoral relâmpago, com votação nacional confirmada para o dia 8 de fevereiro.
Takaichi, a primeira mulher a chefiar o governo japonês, tomou a medida para aproveitar seus altos índices de aprovação, que chegam a 70%. O objetivo central é fortalecer a base de apoio do Partido Liberal Democrático (PLD) e de seu novo parceiro de coligação, o Partido da Inovação do Japão (Ishin).
A dissolução ocorreu formalmente durante uma sessão extraordinária conduzida pelo presidente da Câmara, Fukushiro Nukaga. Com a medida, a premiê espera superar o impasse político na Câmara Alta, onde está em minoria, e garantir a aprovação célere do orçamento de 2026, focado em gastos públicos e contenção da inflação.
A campanha oficial terá duração de apenas 16 dias e colocará em disputa todas as 465 cadeiras da Câmara Baixa. Takaichi enfrentará a recém-formada Aliança Reformista Centrista, liderada pelo Partido Democrático Constitucional (PDC), que se uniu ao antigo aliado do governo, o partido budista Komeito.
O pleito é visto como um referendo à liderança ultra-conservadora de Takaichi, que assumiu o poder em outubro passado após a renúncia de Shigeru Ishiba. A estabilidade política do país depende da capacidade da coligação governista em conquistar ao menos 233 assentos no próximo mês.










































