A Espanha defende formalmente que a União Europeia avance na criação de um exército conjunto como medida de dissuasão. O pedido ocorre em meio à crise diplomática gerada pelas recentes declarações do presidente dos Estados Unidos sobre a intenção de anexar a Groenlândia.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, apresentou a proposta durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Segundo o chanceler, a integração dos ativos militares de defesa seria mais eficiente e robusta do que a manutenção de 27 exércitos nacionais separados.
A iniciativa ganha urgência devido a uma reunião de emergência dos líderes europeus em Bruxelas, convocada para esta quinta-feira. O encontro busca coordenar uma resposta às movimentações de Donald Trump, que afirma ter avançado em um acordo com a Otan sobre o território ártico.
Apesar da proposta de unificação militar, Albares ressaltou que a intenção não é substituir a Otan, mas fortalecer a autonomia estratégica europeia. O objetivo central é demonstrar que o bloco possui capacidade de reação própria contra coações militares ou econômicas de potências estrangeiras.
Historicamente, a defesa da Europa dependeu fortemente da aliança transatlântica estabelecida no pós-guerra. Contudo, as tensões recentes sobre a Groenlândia aceleraram o debate sobre a necessidade de uma estrutura de segurança independente, capaz de proteger as fronteiras e interesses do bloco europeu.
A discussão sobre a disposição dos cidadãos em integrar uma força multinacional é considerada legítima pelo governo espanhol. No entanto, o país argumenta que a massa crítica necessária para a defesa moderna só pode ser alcançada por meio da cooperação coletiva entre as nações da região.











































