O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que os Estados Unidos estabeleceram o arcabouço para um futuro acordo envolvendo a Groenlândia e a região do Ártico. O anúncio representa uma mudança brusca na retórica agressiva das últimas semanas, que ameaçava romper as relações diplomáticas transatlânticas.
Através de sua plataforma Truth Social, Trump confirmou que não irá aplicar as tarifas comerciais programadas para o dia 1º de fevereiro. A decisão ocorreu após um discurso no Fórum Econômico Mundial, onde o líder norte-americano garantiu que não pretende utilizar força militar para tomar o território dinamarquês.
A moderação no discurso aconteceu após encontros com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. O presidente designou o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio para liderar as negociações técnicas. O objetivo é criar um entendimento que satisfaça os interesses estratégicos americanos sem isolar aliados europeus.
O recuo teve impacto imediato no mercado financeiro global, provocando uma alta de 1,5% no índice S&P 500 em Nova York. Investidores reagiram positivamente à redução das incertezas comerciais, especialmente após Trump reconhecer que a instabilidade econômica influenciou sua mudança de postura em relação às taxas alfandegárias.
Historicamente, a Groenlândia possui importância geopolítica fundamental devido à sua localização e aos vastos recursos minerais. O interesse americano no território remonta ao período da Guerra Fria, mas a tentativa recente de aquisição gerou tensões inéditas com a Dinamarca, que é um membro fundador da aliança militar da Otan.
A estratégia de Trump de alternar ameaças graves com recuos estratégicos tem sido uma marca de seu novo mandato. Analistas internacionais observam que a tática busca testar a resistência de blocos econômicos antes de propor acordos formais, mantendo a pressão política sobre os parceiros comerciais e militares.









































