A França solicitou oficialmente nesta quarta-feira, 21, a realização de um exercício militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Groenlândia. O anúncio foi feito pelo gabinete do presidente Emmanuel Macron e ocorre em um momento de escalada nas tensões com o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.
O pedido francês coincide com a chegada de Trump a Davos, na Suíça, para o Fórum Econômico Mundial. O presidente norte-americano pretende abordar a questão da Groenlândia no evento, apesar dos intensos protestos de líderes europeus. Trump tem condicionado as relações comerciais com a Europa e ameaçado impor tarifas pesadas caso não receba apoio para assumir o controle do território.
Em discurso recente, Macron criticou duramente a postura de Washington, afirmando que a Europa não se deixaria intimidar por “valentões”. A retórica de Trump, que vinculou o interesse na Groenlândia à sua insatisfação por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, tem sido vista por líderes da Otan como uma ameaça à estabilidade da própria aliança militar.
A proposta de um exercício da Otan na região visa reforçar a soberania territorial e sinalizar a união dos países europeus contra tentativas de anexação ou controle externo não coordenado. A França declarou que está pronta para contribuir com recursos e tropas para a operação, buscando assegurar que o Ártico permaneça sob as regras internacionais vigentes.
O conflito diplomático gerou uma crise profunda na diplomacia global, afetando acordos comerciais e a cooperação em defesa. Especialistas alertam que a estratégia de Trump para a Groenlândia pode abalar os pilares de confiança da Otan, enquanto a Europa tenta articular uma resposta firme para proteger seus interesses estratégicos e ambientais na região.








































