Líderes de oito países europeus declararam, neste domingo, 18 de janeiro, que permanecerão unidos na defesa da integridade territorial da Dinamarca. O comunicado conjunto, assinado por França, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Noruega, Suécia, Finlândia e a própria Dinamarca, surge após o governo norte-americano prometer retaliações econômicas contra os aliados.
A tensão diplomática aumentou após essas nações enviarem pequenos contingentes militares para a Groenlândia. Os soldados participam da operação Arctic Endurance, um exercício organizado por Copenhague com o objetivo de fortalecer a vigilância e a segurança na região polar. Segundo os países signatários, a movimentação é estritamente defensiva e não representa ameaça a terceiros.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma sobretaxa de 10% sobre as importações oriundas desses países, válida a partir de 1º de fevereiro. O republicano condicionou o fim das tarifas à conclusão de um acordo para a compra total da ilha, alegando que o território é vital para a segurança nacional americana e para a construção de um novo escudo antimísseis.
A nota conjunta dos europeus alerta que tais intimidações prejudicam as relações transatlânticas e podem gerar uma crise econômica global. Enquanto Washington argumenta que o controle da ilha impediria o avanço de influências russas e chinesas no Ártico, a União Europeia convocou uma reunião de emergência para discutir possíveis medidas de retaliação comercial contra os EUA.










































