O Irã emitiu um aviso formal aos seus vizinhos no Oriente Médio sobre a possibilidade de bombardear bases militares dos Estados Unidos na região. O alerta, divulgado nesta quarta-feira (14), ocorre em resposta às declarações do presidente Donald Trump, que sugeriu uma intervenção direta para apoiar as manifestações populares que sacodem o território iraniano.
A tensão escalou após Trump afirmar em redes sociais que a ajuda dos Estados Unidos está a caminho e incentivar manifestantes a tomarem o controle de instituições estatais. Segundo informações de diplomatas, funcionários da Base Aérea de Al Udeid, no Catar, já receberam orientações para deixar o local, embora ainda não haja uma retirada em larga escala.
De acordo com organizações de direitos humanos, como a HRANA, o número de mortos na repressão aos protestos contra o governo clerical já ultrapassa 2.500 pessoas. O governo iraniano, que admite cerca de 2.000 óbitos, acusa potências estrangeiras de incitarem o caos e classificou as bases americanas na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia como alvos legítimos.
A situação é agravada por um apagão digital no Irã, dificultando a confirmação de dados sobre prisões e novos confrontos. O governo israelense também monitora o cenário, tendo informado seu gabinete de segurança sobre os riscos de colapso do regime iraniano ou de uma intervenção militar liderada por Washington.
O diálogo direto entre Teerã e Washington está suspenso, refletindo o agravamento da crise diplomática. Enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tenta rotular os manifestantes como terroristas, líderes internacionais manifestam preocupação com a possibilidade de um conflito regional de grandes proporções.









































