O governo da Groenlândia declarou nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, que a defesa de seu território deve ser garantida exclusivamente pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A manifestação ocorre em resposta direta às recentes declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o interesse dos Estados Unidos em assumir o controle da ilha.
O território autônomo, vinculado ao Reino da Dinamarca, destacou que todos os membros da Otan possuem um interesse comum na proteção da região, que é estratégica e rica em minerais. Em nota oficial, a coalizão governamental rejeitou qualquer possibilidade de controle direto pelos Estados Unidos, classificando a Groenlândia como uma sociedade democrática fundamentada no direito internacional.
A tensão diplomática ganhou novos contornos com o posicionamento da União Europeia. O comissário de Defesa e Espaço, Andrius Kubilius, alertou que uma eventual tomada militar da ilha por Washington representaria o fim da Otan. A ideia de aquisição do território foi levantada por Trump pela primeira vez em 2019 e voltou ao debate político como medida para evitar o avanço da Rússia e da China no Ártico.
Historicamente, a Groenlândia tem avançado em direção à independência total, um processo iniciado em 1979 e apoiado pelas principais forças políticas locais. O primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen reforçou que as decisões sobre o futuro do território competem apenas aos seus habitantes, descartando negociações de venda ou cessão de soberania para potências estrangeiras.










































