Milhares de iranianos realizaram manifestações em apoio à República Islâmica nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. Os atos ocorrem em resposta aos recentes distúrbios que atingem o país, nos quais o governo de Teerã aponta a existência de sabotagem organizada e influência de potências estrangeiras, como Estados Unidos e Israel.
A onda de protestos teve início em dezembro, motivada originalmente pelo aumento do custo de vida e o fim de subsídios para importação de alimentos. No entanto, o cenário evoluiu para confrontos violentos que, segundo levantamentos não oficiais, já resultaram em centenas de mortes, incluindo manifestantes e agentes de segurança pública.
O governo iraniano apresentou evidências de atos de vandalismo e alegou que grupos armados estão sendo incitados externamente para desestabilizar a soberania nacional. Em contrapartida, declarações recentes de Washington sugerem a possibilidade de intervenção militar, o que gerou uma reação de unidade entre os defensores do regime contra o que chamam de traição nacional.
Especialistas apontam que a questão econômica foi obscurecida pela disputa geopolítica e pelo controle da cadeia produtiva do petróleo. Enquanto Teerã mantiver sua postura de independência em relação à hegemonia ocidental, o país deverá permanecer como ponto central de tensões internacionais, refletindo as fraturas históricas iniciadas na Revolução de 1979.











































