O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que o país precisa assumir o controle da Groenlândia para evitar que a Rússia ou a China ampliem sua presença estratégica na região do Ártico. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, durante encontro com executivos do setor petrolífero.
Segundo Trump, a atual configuração de acordos não seria suficiente para garantir a segurança do território. “Vamos fazer algo com relação à Groenlândia, quer eles gostem ou não. Porque, se não fizermos isso, a Rússia ou a China tomarão conta da Groenlândia”, afirmou o presidente, ao defender uma postura mais assertiva dos Estados Unidos.
A Groenlândia tem cerca de 57 mil habitantes e é um território autônomo do Reino da Dinamarca, embora os EUA já mantenham presença militar na ilha com base em um acordo firmado em 1951. Para Trump, no entanto, esse modelo não atende aos interesses estratégicos norte-americanos. “Você defende a propriedade, não se defende o arrendamento. Se não o fizermos, a China ou a Rússia o farão”, declarou.
De acordo com autoridades da Casa Branca, diferentes planos vêm sendo discutidos para colocar a Groenlândia sob controle norte-americano, incluindo desde propostas diplomáticas e incentivos financeiros à população local até a ampliação da presença militar dos Estados Unidos na região.
As declarações provocaram reação negativa na Europa. Lideranças políticas em Copenhague e em outros países europeus demonstraram descontentamento com a possibilidade de interferência direta dos EUA em um território ligado à Dinamarca. França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca divulgaram uma declaração conjunta ressaltando que apenas a Groenlândia e o governo dinamarquês têm legitimidade para decidir sobre o futuro da região.
Apesar da controvérsia, Estados Unidos e Dinamarca seguem como aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), vinculados por acordos de defesa mútua. Analistas avaliam que o episódio amplia as tensões diplomáticas no contexto da disputa geopolítica global, especialmente diante do interesse crescente no Ártico por parte de grandes potências.









































