O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pretende iniciar ataques terrestres contra cartéis de droga, ampliando a ofensiva antinarcóticos após operações realizadas no Caribe e no Pacífico contra embarcações suspeitas de tráfico.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (8), Trump declarou que os cartéis exercem forte influência sobre o México, classificando a situação no país vizinho como “muito triste”. Segundo ele, a nova fase da estratégia prevê ações em solo para combater diretamente as organizações criminosas, embora não tenha detalhado locais nem cronograma das operações.
O presidente norte-americano disse ainda que vem pressionando o governo mexicano a retomar o controle territorial, após meses de cobranças relacionadas ao combate ao narcotráfico e a questões comerciais. Trump afirmou ter sugerido à presidente do México, Claudia Sheinbaum, a presença de forças dos EUA no enfrentamento aos cartéis, proposta que já havia sido rejeitada anteriormente pelo governo mexicano.
A declaração ocorre em meio a um cenário de tensões regionais, intensificadas após ações militares dos Estados Unidos na Venezuela, incluindo a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, acusados pela Justiça americana de envolvimento com o narcotráfico. A resposta mexicana destacou que o continente americano pertence aos povos de cada país, reforçando o discurso de soberania nacional.
Desde o ano passado, os EUA mantêm um dispositivo militar nas águas do Caribe, alegando combate ao tráfico internacional de drogas. Essas operações, que incluíram bombardeios a embarcações suspeitas, têm sido questionadas por especialistas, organizações internacionais e representantes da ONU, que apontam dúvidas sobre a legalidade das ações e a ausência de provas públicas sobre o transporte de drogas.
A possibilidade de ataques terrestres levanta preocupações diplomáticas e jurídicas, já que intervenções militares em território estrangeiro exigem consentimento do país envolvido e respeito ao direito internacional. Analistas alertam que a escalada pode impactar a estabilidade regional e as relações entre os países da América Latina e os Estados Unidos.











































