O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou nesta segunda-feira (5) que cabe aos Estados Unidos justificarem as ações realizadas na Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. Para o líder britânico, o episódio é complexo e precisa ser analisado à luz do direito internacional.
Segundo Starmer, a posição do Reino Unido permanece a mesma antes e depois da operação. Ele reforçou que o caminho desejável para o país sul-americano é uma transição pacífica para a democracia, conduzida dentro das normas internacionais e sem escaladas militares.
“O que precisamos na Venezuela é de uma transição pacífica para a democracia. Essa sempre foi a nossa posição”, declarou o premiê a jornalistas, ao comentar a crise diplomática aberta após a ação dos EUA.
Starmer destacou ainda que o direito internacional deve ser o principal parâmetro para avaliar decisões tomadas por qualquer governo. Nesse contexto, afirmou que Washington tem a responsabilidade de apresentar explicações claras sobre a operação realizada em território venezuelano.
Para o líder britânico, a situação é delicada e ainda sujeita a novos desdobramentos. Ele ressaltou que ações unilaterais podem gerar impactos não apenas na Venezuela, mas também na estabilidade regional e no sistema internacional, que já enfrenta tensões geopolíticas crescentes.
A declaração do premiê ocorre em meio a reações de diversos países, especialmente da América Latina e da Europa, que expressaram preocupação com a soberania venezuelana e com possíveis violações das normas internacionais.






































