Os Estados Unidos negaram nesta segunda-feira (5) estar em guerra ou ocupar a Venezuela, ao justificar a operação que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, realizada no último sábado em Caracas. A defesa foi feita pelo embaixador Michael Waltz durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo Waltz, a ação teve caráter jurídico e não militar, caracterizando-se como “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”. Ele afirmou que não houve guerra contra a Venezuela ou ocupação do país e que Maduro responderá nos Estados Unidos por crimes relacionados a narcotráfico e tráfico de armas, como chefe do chamado “Cartel de los Soles”.
O embaixador comparou o sequestro de Maduro ao caso de Manuel Noriega, no Panamá, em 1989, e afirmou que o líder venezuelano não é reconhecido como chefe de Estado legítimo, citando que mais de 50 países rejeitaram o resultado das eleições de 2024. Waltz também ressaltou que Maduro teria enriquecido às custas do povo e favorecido ações de adversários dos EUA em território venezuelano, incluindo grupos ligados ao Irã, Hezbollah, Cuba e outros atores regionais.
Apesar das alegações americanas, organizações como o International Crisis Group contestam a existência do Cartel de los Soles, apontando que a narrativa é usada para justificar intervenções na Venezuela. O governo dos EUA afirmou que apresentará provas nos processos judiciais para sustentar as acusações.
A declaração americana ocorre em meio à tensão diplomática crescente, com reações de China, Rússia e ONU exigindo respeito à soberania venezuelana e condenando a operação militar que retirou Maduro do país.










































