O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, criticou publicamente neste sábado (3) a ação do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a Venezuela. Para o democrata, a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas americanas configura “um ato de guerra” e uma violação do direito internacional.
Em coletiva de imprensa, Mamdani afirmou ter mantido uma conversa telefônica “franca e direta” com Trump, na qual expressou discordância em relação ao que classificou como insistência da Casa Branca em promover uma mudança de regime na Venezuela.
Em publicação na rede social X, o prefeito disse ter sido informado sobre a captura de Maduro em Caracas e sobre a “planejada detenção sob custódia federal em Nova York”. Segundo ele, a operação ocorreu de forma unilateral, sem respaldo legal internacional.
Eleito em novembro e empossado na última quinta-feira (1º), Mamdani ressaltou que “atacar uma nação soberana é um ato de guerra e uma violação da lei federal e internacional”. O prefeito também destacou que a situação afeta diretamente Nova York, que abriga dezenas de milhares de venezuelanos.
“O meu foco é a segurança deles e a segurança de cada nova-iorquino”, afirmou, acrescentando que a prefeitura seguirá monitorando o caso e emitindo orientações conforme o desenrolar dos fatos.
Acusações contra Maduro
Nicolás Maduro será julgado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York. O processo teve origem em uma acusação apresentada em 2020 pelo Ministério Público norte-americano, que atribui ao líder venezuelano crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e uso de armas automáticas.
A acusação é baseada em investigações da Administração de Repressão às Drogas (DEA), que apontam Maduro como líder do chamado Cartel de Los Soles, uma rede ligada a altos escalões militares venezuelanos, acusada de utilizar o tráfico de drogas como forma de ataque aos Estados Unidos.
Maduro e a primeira-dama, Cília Flores, estão sob custódia em uma prisão federal no Brooklyn, em Nova York. Eles foram levados ao país após aterrissarem em um aeroporto militar no norte do estado, onde desembarcaram sob forte esquema de segurança.











































