O governo federal oficializou nesta segunda-feira (16), em Brasília, o lançamento do Plano Clima, o principal instrumento do país para enfrentar a crise ambiental e orientar a transição para uma economia de baixo carbono. O documento estabelece metas ambiciosas, prevendo a redução das emissões de dióxido de carbono entre 59% e 67% até 2035 (tendo como base os níveis de 2005), com o objetivo final de zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050.
A elaboração do plano, iniciada em 2023, contou com a participação de 24 mil pessoas e a análise de 5 mil propostas pela sociedade civil e por um comitê de 25 ministérios. Segundo a ministra Marina Silva (Meio Ambiente), o plano é uma resposta direta à “emergência climática” evidenciada por desastres recentes no país, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a tragédia recente em Minas Gerais.
Financiamento e Implementação
Para viabilizar as metas, o governo articulou diversas fontes de recursos:
Fundo Clima: Gerido pelo BNDES, terá mais de R$ 33 bilhões disponíveis em 2026, sendo a maior parte (R$ 27,5 bilhões) em recursos reembolsáveis.
Eco Invest Brasil: Focado em atrair investimentos privados para projetos sustentáveis.
Cooperação Global: Uso da plataforma BIP para atrair capital internacional voltado à transformação ecológica.
Liderança e Ciência
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, destacou que o plano posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental, convocando estados, municípios e o setor privado para a ação. Já a ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) reforçou que a iniciativa não é apenas reativa aos desastres, mas utiliza a base científica para antecipar soluções de adaptação e mitigação.









































