Pesquisadores descobriram que a formiga Sericomyrmex amabilis é capaz de sequestrar o dióxido de carbono (CO₂) presente no ambiente onde vive e transformá-lo em mineral sólido, incorporando o material ao próprio corpo como uma fina camada protetora.
A espécie vive em colônias subterrâneas e cultiva fungos como alimento. A respiração das formigas e dos fungos aumenta a concentração de CO₂ nas câmaras internas do ninho. Em níveis elevados, o gás pode se tornar tóxico.
O estudo aponta que o inseto converte o CO₂ diretamente na superfície da cutícula, formando principalmente dolomita, um mineral cuja origem ainda desafia pesquisadores da geologia. A camada mineral tem espessura entre 7 e 20 micrômetros e recobre quase todo o corpo, exceto áreas que exigem maior flexibilidade, como antenas e articulações.
Além de funcionar como proteção física, o processo ajuda a reduzir o acúmulo de gás no interior do ninho, atuando como um mecanismo natural de controle químico do ambiente.
A chamada mineralização do carbono é considerada uma das formas mais estáveis de armazenamento de CO₂, pois o carbono incorporado a minerais pode permanecer retido por milhares de anos. Por isso, cientistas estudam maneiras de reproduzir esse tipo de reação para enfrentar o avanço do aquecimento global.
Embora o impacto climático de uma colônia seja pequeno, a descoberta mostra como processos biológicos podem oferecer pistas para soluções tecnológicas no combate às mudanças climáticas.











































