O Ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, declarou oficialmente nesta quarta-feira (11) que a seleção iraniana não participará da Copa do Mundo de 2026. A decisão é uma resposta direta aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano há quase duas semanas, que resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e de centenas de civis.
De acordo com o ministro, a presença da seleção em solo americano — um dos países-sede do torneio — é impossível diante do estado de guerra e das agressões sofridas. “Considerando que esse regime corrupto assassinou nosso líder, sob nenhuma circunstância podemos participar”, afirmou Donyamali à televisão estatal. O Irã estava sorteado no Grupo G e deveria realizar suas partidas nas cidades de Los Angeles e Seattle, nos EUA.
Impacto no Torneio e Regulamento da FIFA
A ausência do Irã, que foi a primeira seleção asiática a se classificar para o torneio, gera um impasse logístico para a FIFA. O regulamento da entidade prevê multas pesadas (superiores a R$ 1,7 milhão) e possíveis suspensões de competições futuras para associações que desistirem com menos de 30 dias para o início. No entanto, o cenário de guerra total na região do Golfo impõe um desafio inédito à segurança e diplomacia esportiva.
Apesar do tom combativo do governo iraniano, o presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou ter recebido garantias do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a seleção iraniana seria bem-vinda e teria segurança garantida em território americano. Contudo, fontes em Teerã reiteram que a decisão é irreversível e que a preparação da equipe foi totalmente interrompida pelos bombardeios iniciados em 28 de fevereiro.
A FIFA ainda não se manifestou sobre qual seleção poderia herdar a vaga do Irã. Caso a substituição seja confirmada, a entidade deve seguir o ranking das eliminatórias asiáticas para definir o novo participante. Enquanto isso, o conflito no Oriente Médio segue escalando, com o embaixador iraniano na ONU denunciando que o número de vítimas civis já ultrapassa 1.300 pessoas em menos de 15 dias de ataques.








































