O atacante Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo durante a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica, pelo mata-mata da Liga dos Campeões da UEFA. O episódio ocorreu logo após o brasileiro marcar um golaço no Estádio da Luz, em Lisboa, e acionar o protocolo oficial contra discriminação.
O lance decisivo aconteceu aos quatro minutos do segundo tempo. Após receber passe de Kylian Mbappé, Vini Jr finalizou de fora da área e acertou o ângulo. Na comemoração, dançou próximo à bandeira de escanteio, o que gerou reação de jogadores adversários e início de uma discussão. O árbitro François Letexier aplicou cartão amarelo ao brasileiro.
Na sequência, o atacante reclamou ao juiz que teria sido chamado de “mono” — termo pejorativo equivalente a macaco — durante o desentendimento com Gianluca Prestianni. O árbitro então cruzou os braços em “X”, sinal oficial que determina a ativação do protocolo antirracismo, interrompendo a partida por cerca de dez minutos. Jogadores do time espanhol cogitaram deixar o campo, mas o jogo foi retomado sem punição imediata.
Marca histórica na competição
Além da denúncia, o gol teve peso estatístico. Vini Jr chegou a 31 gols na Champions, superando Kaká e se tornando o segundo brasileiro com mais gols na história do torneio. O líder segue sendo Neymar, com 42.
Com o triunfo fora de casa, o Real Madrid joga pelo empate na partida de volta para garantir vaga nas oitavas de final. O reencontro está marcado para a próxima semana, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri.
O caso reacende o debate sobre racismo no futebol europeu, tema recorrente nas denúncias envolvendo o atacante brasileiro nas últimas temporadas. A entidade organizadora ainda pode analisar as imagens e relatos oficiais para eventual abertura de procedimento disciplinar.










































