Após conquistar novamente o terceiro lugar na 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, repetindo o feito do ano passado, a atleta brasileira Núbia de Oliveira afirmou que seu objetivo continua sendo subir ao topo do pódio.
“Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos e acredito que ainda tenho um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, declarou Núbia, que participa da prova pela quarta vez.
Nesta edição, a brasileira melhorou seu tempo: 52 minutos e 42 segundos, sendo a melhor atleta do Brasil na prova. No ano passado, o tempo havia sido 53 minutos e 24 segundos. Núbia destacou ainda que sua performance inspira outras mulheres: “Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina.”
A vitória feminina foi da tanzaniana Sisilia Ginoka Panga, com 51 minutos e 08 segundos, sua primeira participação na São Silvestre e a primeira vitória de uma atleta da Tanzânia. Ela ultrapassou nos minutos finais a queniana Cynthia Chemweno, que terminou em 52 minutos e 31 segundos, repetindo a segunda colocação do ano passado.
O quarto lugar ficou com a peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga (53 minutos e 50 segundos) e a quinta posição foi da queniana Vivian Jeftanui Kiplagati (54 minutos e 12 segundos).
No masculino, o brasileiro Fábio de Jesus Correia também alcançou o terceiro lugar, enquanto a vitória ficou com o etíope Muse Gisachew, que ultrapassou nos últimos metros o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong, com diferença de apenas quatro segundos: 44 minutos e 28 segundos contra 44 minutos e 32 segundos.
“É uma prova de muitos altos e baixos e o calor foi difícil. Mas a chegada foi excelente. Mantive o ritmo e finalizei com propriedade e firmeza”, comemorou Gisachew. Kipkoech reconheceu que seu ritmo intenso no início custou a vitória: “Fui muito forte nos quilômetros anteriores e não consegui manter nos finais.”
Fábio de Jesus destacou a necessidade de mais espaços de treino e valorização para atletas brasileiros: “Não é só a questão financeira. Precisamos de pista segura e lugares para treinar.”
O pódio masculino foi completado pelos quenianos William Kibor e Reuben Logonsiwa Poguisho.











































