Após quase uma década de sucesso na Netflix, Stranger Things chegou ao fim em 31 de dezembro de 2025. O episódio final, intitulado O Lado ‘Direito’, entregou o confronto mais épico da série, fechando os arcos narrativos construídos desde 2016, sem perder a essência nerd, emocional e humana da história.
Em vez de apostar apenas em mortes chocantes, os irmãos Duffer escolheram colocar os personagens no centro da narrativa, reforçando que Stranger Things sempre foi sobre amizade, amadurecimento e escolhas difíceis.
A batalha final contra Vecna e o Mind Flayer
O episódio inicia imediatamente com o grupo entrando em ação para o confronto definitivo. Onze, Kali e Max invadem a mente de Henry Creel para salvar as 12 crianças raptadas. Enquanto isso, Lucas, Dustin e os demais sobem em uma torre para invadir o Abismo, dimensão controlada por Vecna e que ameaça se fundir com a Terra.
Paralelamente, Hopper e Murray preparam a explosão que destruirá a ligação entre Hawkins e o Mundo Invertido, encerrando a ameaça de uma vez por todas.
Segundo Matt Duffer, a ideia era criar um clímax coletivo, no qual cada personagem contribui com suas habilidades, reforçando que a vitória é resultado da união, sacrifício e escolhas difíceis de todos, não de um único herói.
Quem morre no final de Stranger Things 5
Entre confrontos intensos, Kali, irmã de Onze, é morta durante um ataque militar liderado pelo tenente Akers. Sua morte reforça o custo humano da guerra contra o Mundo Invertido. Akers também morre, quando Onze força o soldado a tirar a própria vida.
O episódio mantém outros personagens centrais vivos — como Hopper, Joyce, Steve e Nancy — contrariando teorias que sugeriam um massacre emocional maior.
A grande luta contra Vecna
Dentro da mente de Vecna, descobrimos que Henry Creel, ainda criança, se conectou ao Mind Flayer, tornando-se parte de seu plano. Will tenta convencer Henry de que não precisa se entregar ao mal, ressaltando que o Mind Flayer apenas o manipula, assim como o fez no passado.
No clímax da batalha, Vecna se funde ao Mind Flayer, criando um monstro gigante no Abismo. O embate é intenso, com Nancy quase morrendo ao tentar atrair a criatura, enquanto todos os outros personagens se unem para combatê-la.
Joyce mata Vecna
Embora Onze e Will sejam essenciais na luta, quem desferre o golpe final é Joyce Byers. Armando-se com um machado, ela decapita Vecna, encerrando de vez sua ameaça.
Ross Duffer explicou a escolha simbólica: Joyce foi a primeira personagem a perceber que algo estava errado em Hawkins. “Precisava ser ela”, afirmou. A cena marca também o uso do primeiro palavrão intencional da série, reforçando o peso do momento dramático.
O que acontece com o Mundo Invertido
Com Vecna derrotado, Hopper e Murray ativam a bomba que fecha o portal entre Hawkins e o Mundo Invertido, simbolizando o fim do conflito. O temporizador da bomba é sincronizado com a música Purple Rain, de Prince, criando um momento cinematográfico que lembra clássicos de guerra, como A Ponte do Rio Kwai.
Após escaparem do Mundo Invertido, os personagens são capturados por militares, que planejam usar Onze em novos experimentos, simulando seus poderes.
Onze morre?
Durante a explosão, Onze parece se sacrificar para garantir que o portal seja destruído. No entanto, o epílogo deixa dúvidas: uma última partida de Dungeons & Dragons sugere que Kali pode ter criado uma ilusão, permitindo que Eleven escape sem ser vista.
Ross Duffer confirma que a resposta é aberta, reforçando que Onze vive nos corações de seus amigos, independentemente de estar fisicamente presente.
Onde cada personagem termina sua jornada
Um salto temporal de 18 meses mostra Hawkins reconstruída e os personagens seguindo novos caminhos:
- Max e Lucas ficam juntos; Dustin vai para a universidade.
- Will busca aceitação em uma cidade maior; Mike se torna escritor.
- Nancy trabalha no Boston Herald; Jonathan estuda cinema em Nova York; Robin vai para Smith College.
- Steve permanece em Hawkins como treinador de beisebol.
- Hopper e Joyce planejam uma mudança para Montauk, com pedido de casamento incluso.
O significado da cena final com Dungeons & Dragons
A série encerra com as crianças mais novas jogando D&D no porão, enquanto o grupo original sobe as escadas. Para Matt Duffer, o momento simboliza o fim da infância e a passagem de bastão, mantendo o universo pronto para novas histórias, mesmo fora das telas.
Os créditos finais tocam Heroes, de David Bowie, reforçando a mensagem central da série: pessoas comuns podem se tornar heróis, nem que seja por um dia.
Stranger Things termina épica, melancólica e profundamente humana, mantendo portas abertas para spin-offs e novas histórias dentro do mesmo universo.
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