O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a servir como certificado de conclusão da educação básica após nove anos, mas o processo de emissão do documento enfrenta atrasos. Estudantes com mais de 18 anos relatam que não conseguem descobrir quais instituições estão habilitadas a gerar o diploma.
O impasse ocorre no momento em que as matrículas das universidades, incluindo as do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), estão prestes a começar. Sem o certificado em mãos, candidatos aprovados em cursos como psicologia e engenharia temem ser impedidos de ingressar no ensino superior por falta de comprovação escolar.
Em resposta ao problema, o presidente do Inep, Manuel Palacios, anunciou que um aplicativo para a solicitação digital do documento será lançado até o início de março. O órgão garantiu que as instituições de ensino serão notificadas oficialmente sobre a pendência para que as matrículas não sejam invalidadas.
A solução tecnológica está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e pretende centralizar os pedidos de forma on-line. O objetivo é que, no futuro, ao menos um instituto federal em cada região do país atue como certificador direto através da plataforma digital.
Historicamente, o Enem serviu como ferramenta de certificação até 2017, quando a função foi transferida exclusivamente para o Encceja. A retomada da medida em 2025 visa facilitar o acesso de jovens e adultos ao ensino superior, desde que atinjam a pontuação mínima exigida pelo Ministério da Educação.









































